Não era previsível, mas o acto eleitoral que reconduziu Luís Filipe Vieira ao seu terceiro mandato foi bastante concorrido, tendo mesmo sido o segundo mais concorrido de sempre.
Para mim, a vitória de Luís Filipe Vieira nunca esteve em causa, pois sempre considerei que, não obstante a existência da candidatura de Bruno Carvalho, Luís Filipe Vieira ia sozinho às eleições. Ou melhor, concorria contra ele próprio. Pelo que a dúvida, para mim, era se Luís Filipe Vieira ultrapassaria ou não a barreira dos 90%. Quanto a Bruno Carvalho confesso, sinceramente, que fiquei surpreendido por ter conseguído levar 500 pessoas a votar em si. Sempre achei e desejei, tendo contribuído para isso, que, numa eleição com dois candidatos, Bruno Carvalho, deveria ficar em terceiro lugar, entre os três possíveis. Não peço nem mais nem menos para os Brunos Carvalhos do SL Benfica.
A acção conjugada entre o afluxo de votantes e o número de votos alcançado por Luís Filipe Vieira mostra, inequivocamente, que os sócios mostraram o que querem e o que não querem no SL Benfica. E mostraram, sobretudo, que, quem quer que fosse a votos com Luís Filipe Vieira (refiro-me aqui a um putativo candidato do Movimento Benfica, Vencer, Vencer, ainda que fosse José Eduardo Moniz) teria uma derrota clamorosa (embora não tão ultrajante quanto a de Bruno Carvalho).
Neste aspecto, porque mantive a disposição de voto que tinha dado a conhecer aqui no blog, gostaria de juntar um esclarecimento e uma reflexão.
Admito que Bruno Carvalho, nos cerca de 500 eleitores que nele votaram, tenha concentrado os votos daqueles que estando descontentes com Luís Filipe Vieira votariam no putativo candidato do Movimento. Como admito que alguns dos votos em branco (que foram o dobro dos alcançados por Bruno Carvalho) poderiam igualmente ir para esse Movimento. Mas nadas disto é líquido. Até porque, pela parte que me toca, e que se estende à minha entourage, tendo votado em branco, o fiz em consciências que: a vitória de Luís Filipe Vieira não estava em causa; que, dada essa certeza, o meu desconforto com o modo como Luís Filipe Vieira conduziu o processo eleitoral é mais importante que contribuir para uma vitória arrasadora de Luís Filipe Vieira; que não votaria nunca no putativo candidato do Movimento, ainda que fosse José Eduardo Moniz; que se houvesse candidato do Movimento, e a vitória de Luís Filipe Vieira não fosse certa, passaria por cima do meu desconforto, votando em Luís Filipe Vieira.
No mais, continuo um indefectível apoiante da Direcção agora eleita, embora deseje que cometa menos erros que no passado e, sobretudo, sobretudo, que, no futebol, desportivamente, seja capaz de me dar mais alegrias. Sobretudo isso.
