SL Benfica

01/06/2007

O PROFISSIONALISMO NO BENFICA

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 02:46

Numa altura em que, em todos os planos, se exige maior profissionalismo (na gestão dos clubes, na carreira dos jogadores, na relação com a imprensa, etc) vale a pena recordar Otto Glória. Um treinador ganhador que levou o Benfica para o profissionalismo. Embora, na altura, com grande celeuma.

Rogério de Carvalho, mais conhecido por Pipi (devido ao seu estilo de galã), ingressou no Benfica em 1942. O Benfica pagou-lhe 16 contos para se transferir. Ao Chelas, seu anterior clube, pagou 10 contos. Pipi valeu ao Benfica todo o dinheiro que custou.

Pipi venceu 6 taças de Portugal e marcou 15 golos nas 6 finais. 4 deles foram marcados num só jogo (em 1951, 5 a 1 à Académica). Contra o Estoril, em 1944 (vitória na final por 8 a 0), Pipi fez 5 golos. Em 1952 (vitória na final contra o Sporting por 5 a 4), Pipi aviou mais 3.

Pipi foi 3 vezes campeão pelo Benfica. Em 1950 conquistou a Taça latina, tendo sido o primeiro capitão encarnado a levantar um troféu internacional. Aos 25 anos (em 1947) tornou-se o primeiro português a ir jogar para o Brasil (Botafogo). Mas não deu certo. Ficou 8 meses e voltou para o Benfica. Saiu do Glorioso em 1954 (com 32 anos), quando Otto Glória obrigou todos os jogadores a tornarem-se profissionais.

 A história que envolve Pipi repetiu-se muitas vezes na história do Benfica. Um treinador estrangeiro a abrir novos caminhos e a ganhar títulos sem fim. Um jogador português que só parecia render no Benfica e que, fora dele, se ia abaixo. Uma saída do clube contra a vontade dos adeptos, mas exigida por imperativos de outra ordem.

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