Há uma certa ilusão criada à volta dos reforços do SL Benfica versão 2008-2009. Honestamente, já o disse, não tenho essa ilusão.
É verdade que muitos dos que vieram precisam de tempo de adaptação. Mas muitos outros são pouco mais que substitutos de outros iguais a si mesmo. Ou seja, não são qualitativamente melhores que aqueles que substituem.
Espero estar francamente enganado, mas, para já, reforços como Ruben Amorim e Jorge Ribeiro, ou até como Balboa, deixam-me muitas dúvidas.
Pode parecer que o digo por ter marcado um grande golo em Guimarães contra o PSG, mas di-lo-ia, se não tivesse marcado e se tivesse feito uma péssima exibição. Tenho dificuldade em compreender a ânsia do SL Benfica em contratar Luís Garcia. Não porque não lhe reconheça qualidades. Não porque ache que é um jogador igual e para as mesmas funções de Makukula, mas não considero Luís Garcia, ainda por cima considerando o preço e o facto de isso representar a eventual dispensa de Makukula, uma prioridade. O SL Benfica precisa, pelo menos de um bom extremo. Contratar Luís Garcia, dispensando Makukula, para além de um ruinoso acto de gestão, parece mais uma substituição de um jogador por outro igual a si mesmo que um reforço da equipa.
Admito que os treinadores possam querer ter jogadores com os quais se identificam. É legítimo que Quique Flores queira ter um jogador que sempre quis. Mas é inadmissível que, quando as coisas correm mal e um treinador se vai embora, como aconteceu a Camacho, um “grande reforço”, passe de “bestial a besta”, como aconteceu a Makukula. Não estou a defendê-lo, mas pode acontecer o mesmo a Luís Garcia. O que é tanto mais trágico e dramático, quanto o SL Benfica devia ter como prioridade, em vez de reforçar a posição onde Luís Garcia joga, o reforço das alas e até mesmo da defesa.
Assim, o SL Benfica arrisca-se a ter de andar inventar um Nélson para jogar a extremo, por exemplo, ou a colocar Leo à frente de um defesa esquerdo de recurso, como se viu na época passada.
O SL Benfica de Quique tem vindo a ganhar envergadura e peso, mas falta cada vez mais velocidade. E, jogando na Liga portuguesa, com a defesa em linha, contra equipas que se fecham a sete trancas e que partem rápidas para o contra-ataque. se não é suicídio, pelo menos, dá muitos dissabores.
