SL Benfica

09/09/2007

SL BENFICA A CAPITANEAR A SELECÇÃO NACIONAL

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 00:01

O jogo de hoje da Selecção Nacional fica para a história, não pelo resultado (a festa é polaca), não pela exibição, mas pelo facto de ter sido capitaneado pelo Capitão e, quando ele foi substituído, pelo Sub-Capitão do SL Benfica.

Tinha dito, há alguns dias atrás, que a braçadeira de Capitão do SL Benfica fica muito bem a Petit. Hoje foi bom ver as duas figuras de referência do Benfica na Selecção a capitanearam a equipa nacional. São escolhas mais que naturais. Fica-lhes muito bem a braçadeira e engrandece ainda mais o maior clube português e mundial.

É verdade que não é reconfortante ver apenas dois jogadores do Glorioso SLB no onze titular. Mas esse é um dos males do futebol português (e que não é só nosso). Ainda assim, o SL Benfica, juntamente com o FC Porto, foi a equipa que conseguiu colocar mais jogadores no onze.

Vale e Azevedo, nos seus devaneios quiméricos, prometeu ao SL Benfica a espinha dorsal da Selecção Nacional. A única espinha que arranjou ainda hoje lhe está afincadamente cravada na garganta. Essa aspiração, diga-se, parece impossível de alcançar por qualquer equipa portuguesa. Como também não é qualquer equipa que, ao mesmo tempo, consegue ter jogadores seus a Capitão e Sub-Capitão da Selecção.

31/08/2007

ARMANDO GONÇALVES TEIXEIRA, FAZ RESPIRAR O SL BENFICA

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 01:01

O MFQ (bomdebola), em comentário ao post anterior teve o dom de me adivinhar o pensamento. Não acredito em adivinhações de pensamento, mas tenho a certeza que se ambos pensámos o mesmo é porque há mais benfiquistas a fazê-lo. E, não tenho dúvidas, há boas razões para isso. Petit merece um post à parte.

Assim, contrariamente à corrente, em vez de comentar o sorteio da Liga dos Campeões, o que farei no post de amanhã, vou voltar ao jogo desta quarta-feira, 29 de Agosto de 2007, em Copenhaga. Andar atrasado justifica-se para elevar Petit ao seu estatuto.

Quando Nuno Gomes, com o jogo a terminar, entregou, por pouco mais que um minuto, a braçadeira de Capitão do SL Benfica, disse para os amigos com quem estava a ver o jogo: “a braçadeira fica muito bem ao Petit”. E fica mesmo. Se, apesar de renovado, o Benfica tem nas suas fileiras jogadores a quem a braçadeira assenta bem, e se apesar de ontem, com a saída de Nuno Gomes, Rui Costa (que está fora da hierarquia de capitães) ainda estava em campo, Petit tem estatuto mais que suficiente para ser o portador da braçadeira.

Armando Gonçalves Teixeira, PetitAntes capitão do Benfica por um minuto que jogador do Gil Vicente ou do Boavista toda a vida (sem menosprezo para os dois clubes que Petit representou anteriormente em Portugal). Na quarta-feira em Copenhaga, nos 90 minutos que jogou sem braçadeira, Petit foi, para mim, o Capitão do Benfica. Camacho pediu garra. Petit teve garra do primeiro ao último minuto e contagiou toda a equipa. Encheu o campo. E mais campo houvesse. Petit estaria lá. Abandonou o jogo saturado com 3 pontos na cabeça e com ironia suficiente para dizer que esses pontos dariam jeito no primeiro jogo da fase de grupos da Champions League.

Petit, aos 31 anos, é um jogador maduro e inteligente. Nesta altura da sua vida não aspira fazer carreira fora do SL Benfica. O seu espírito de entrega, ao clube e aos jogos, também dependem disso. Dessa comunhão de interesses. O SL Benfica é o horizonte de Petit. E Petit está entre os melhores profissionais do SL Benfica. Por isso, Petit está bem onde está.

Petit põe tudo em cada jogo e em cada lance. É assim desde que o conhecemos da época no Gil Vicente. A sua impetuosidade, sobretudo dos seus tempos no Boavista, quando treinado por Jaime Pacheco, levaram-no a aquirir a fama de jogador violento. A verdade é que Petit, considerando a posição onde joga, sempre mais exposta à necessidade em fazer faltas, não é mais amarelado ou avermelhado que outros jogadores que jogam na mesma ou até noutras posições (Mesmo na época 2005-2006, quando viu 14 cartões amarelos e zero vermelhos, Petit não aparece entre os 20 jogadores mais punidos da Liga. Em 2006-2007, com 6 cartões amarelos e um duplo amarelo, Petit ficou ainda mais longe dessa fama). E o mesmo se passa quando Petit joga pela Selecção Nacional.

Muitos, movidos pelo ódio que têm ao SL Benfica, não desistem de apresentá-lo como um jogador que em campo coloca em causa a integridade física dos colegas. Por ser jogador do Benfica, Petit sabe que tem um preço a pagar. Mas Petit sabe mais que isso. Sabe vestir a camisola, arregaçar as mangas, comer a relva quando é preciso, rilhar os dentes, tirar sempre mais um fôlego do pulmão, levar a equipa consigo nos momentos difíceis. E sabe honrar a braçadeira. Na quarta-feira, em Copenhaga Petit não precisou de 90 minutos para mostrar isso tudo. Para Petit, numa humilade tão elástica quanto o pulmão que tem, um jogo do SL Benfica só acaba quando chega a casa. Até lá dá sempre tudo.

PS. Não sei qual o jogador do FC Copenhaga que ficou com a camisola de Petit. Mas sei que ficou com “a minha camisola”.

11/08/2007

ROGER, O ÚLTIMO BRINCA NA AREIA DO SL BENFICA?

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 00:05

Roger, Fluminense, Benfica, Corinthians e FlamengoRoger Galera Flores, o menino do Rio, simplesmente Roger, a poucos dias de completar 29 anos, poderá ser lembrado como uma das mais, se não a mais, frustrantes contratações da história do Benfica. Contratado ainda jovem, apresentado como grande esperança, Roger entrou no Benfica pela porta grande e saíu pela pequena. Em 3 épocas, nenhuma delas de boa memória, treinado por treinadores reconhecidos, Roger, que passou por grandes clubes (Fluminense, Benfica, Corinthians e Flamengo), fez 44 jogos pelo Benfica, tendo marcado 7 golos. De Roger poder-se-á dizer que a sua carreira nunca encontrou o rumo certo para que o seu talento fosse cunhado de forma a ver confirmadas as esperanças que o seu futebol demonstrava a espaços.

Há jogadores, de que são exemplo Cristiano Ronaldo, Diego ou Quaresma, e o mesmo se espera de Nani, que tendo sido considerados brinca-na-areia, por produzirem um futebol vistoso (da rabona, do rodriguinho, da cueca, da trivela, etc.) mas inconsequente, souberam aliar ao seu virtuosismo de brinca-na-areia a capacidade em fazer com que determinados lances e jogadas não fossem apenas bonitos, mas que fossem também consequentes e produtivos para a equipa. Roger parece nunca ter dado esse salto (a irritação de Camacho no jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões, ou de Van Hoiddonk no jogo contra o Sporting na Luz, são exemplos de como Roger não consegiui nunca libertar-se dos institos de brinca-na-areia). Jogar para o gáudio da torcida, parece ser sempre mais importante e prioritário que garantir um resultado. A sua recente chegada ao clube carioca, o mais idolatrado no Brasil, parece ser o destino adequado para um jogador vocacionado para o futebol-tourada, cujo exemplar mais próximo que terá deixado no Benfica é, talvez, Pedro Mantorras.

Vem isto a propósito de um post colocado pelo Nuno, no Angústia do Avançado no Momento do Penalty, onde é referida esta cena:

Com o Santos a vencer o Flamengo de Roger por 3-0, o futebol-tourada, entra em cena. E aí Joel Santana, que devequerer ficar mais tempo no comando que o rol de treinadores que o antecedeu, sem meias-medidas, manda dar “porrada neles”, o que não parece ser a receita mais adequada para uma equipa, também ela, habituada ao futebol-tourada.

Há muito que o Flamengo mantinha o interesse em Roger. Em Janeiro de 2005, Gerson Biscotto, dirigente do Flamengo, deslocou-se mesmo a Lisboa para negociar Roger em troca de Ibson. Mas o negócio não se fez por o Flamengo querer receber dinheiro pela troca. Ibson viria para Portugal, mas para o FC Porto, e Roger rumou ao Timão de São Paulo. Curiosamente, Roger e Ibson encontram-se agora no Flamengo.

É curioso que Roger tenha feito a sua carreira em grandes clubes à beira da desgraça, acumulando dívidas cada vez maiores. Saiu do Fluminense quando o clube estava a caminho da segunda divisão. Ingressou no Benfica no período mais negro do clube. Regressou ao Brasil, para um Corinthians gerido por uma empresa enigmática, afundado em dívidas e à beira da segunda divisão. Rumou ao Flamengo, também ele em asfixia financeira, e ameaçando baixar à segunda dividão. Faz pensar se a agonia dos clubes, obrigados a responder a torcidas exigentes (e o Flamengo tem 30 milhões de adeptos no Brasil), não é propícia à atracção de brincas-na-areia que prometem um futebol vistoso. O destino de Roger, pelo menos, parece ter sido esse.

28/07/2007

LEONARDO LOURENÇO BASTOS ENGRANDECE O SL BENFICA

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 00:05

Até prova em contrário, e acho que não a teremos, considero Léo um senhor. Alguém que ficará, se não na história do clube, pelo menos na memória de muitos benfiquistas. Eu sou um deles. Tenho grande consideração por Léo e, no coração, um lugar para ele.

Não é de agora. Mas acho que este é o momento oportuno para o dizer.

Mal conhecia Léo antes de ele vir para o Benfica. Mas depressa Léo me cativou. Por ser um bom jogador, mas sobretudo por ser um bom profissional e, quero relevá-lo, um bom falante. Léo é gracioso a falar como é a jogar. Fala directo e fala bem. Além disso, tem um nome sonante que o torna maior que a sua estatura: Leonardo Lourenço Bastos. Embora o diminutivo Léo lhe caia bem, pois traduz perfeitamente a humildade de um grande jogador.

Léo fez 32 anos este mês. Passa por uma situação familiar difícil. Parece-me que bem mais difícil que aquela que Anderson conhece, mas Léo tem tido um comportamento irrepreensível. Não é certo que faça toda a época no Benfica e se fizer pode ser a última. Poderá sair tão discretamente quanto entrou. Mas deixará sempre saudades. Pelo menos a mim.

Léo, um bom profissional como o Benfica precisaLéo não cai no discurso comum dos jogadores de futebol. Muito menos nas trivialidades e nos “graças a Deus” comuns dos jogadores brasileiros. Na fala, como no campo, a bola de Léo é redonda. Léo pensa o que diz. As suas palavras, como os seus passes, têm direcção e sentido. Ainda esta semana, quando falou, falou melhor que Fernando Santos e que Luís Filipe Vieira. Léo reinterpretou  o que ambos tentaram dizer, mas dizendo o que nenhum deles conseguiu. Fê-lo ao nível de um bom relações públicas. Por alguma razão fico sempre descansado quando vejo um microfone à frente de Léo. Assim como não deixo de ficar apreensivo quando vejo Luís Filipe Vieira com o microfone à frente. Léo, quando fala, dá-nos a tranquilidade que precisamos enquanto adeptos. É capaz de falar do Benfica como se tivesse nascido e crescido no clube. Além disso, dá-nos a confiança de quem olhará sempre os outros nos olhos (ainda que tenha uns 30 centímetros a mais) e de quem, sem pestanejar, poderá sempre ser olhado nos olhos.

A minha vénia à lisura de Léo.

22/06/2007

SL BENFICA E BIG JOE. PESSOAS SIMPLES A SONHAR GRANDE.

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 22:53

No alto dos seus mais de 100 anos, é bom não esquecer que o Benfica nasceu no seio de gente simples, mas capaz de sonhar grande. Nessas raízes, o Benfica ganhou um cunho popular que ainda hoje tem. Nascido no seio da Casa Pia, dos irmãos Catatau aos irmãos Franco, de Manuel Gourlade e Daniel dos Santos Brito a Cosme Damião, de Januário Barreto aos pescadores da Nazaré e da Costa da Caparica que ofereceram as redes para as primeiras balizas, o Benfica é um clube de gente simples. Gente simples que sempre sonhou grande. Passados mais de 100 anos, o Benfica é apenas o maior clube do mundo em número de sócios.

Joe Berardo, é preciso sonhar mais longePara muitos poderia chegar este recorde do Guiness. Felizmente, há benfiquistas como Joe Berardo. Com todos os defeitos que possa ter, Joe Berardo tem a grande virtude de irromper num momento em que o Benfica, para chegar ao topo, tem de sonhar mais alto, mais forte e mais longe.

Joe Berardo não é apenas o homem da OPA. É também o homem que aparece a pedir para sonharmos mais alto. Um fundo de investimento para permitir o reforço da equipa de futebol e, porque não, um Banco do Benfica ou com a participação do Benfica. Joe Berardo sabe como se ganha dinheiro. Ao que parece quer que o Benfica faça o mesmo. Muitos adeptos podem duvidar das suas intenções, mas, a cada dia que passa, Joe Berardo é cada vez mais visto como um grande benfiquista e cada vez mais admirado como tal. Não por ser rico e por ser um eventual doador de dinheiro líquido. Mas por ser benfiquista, um homem do povo e alguém que quer ir mais além. Joe Berardo é cada vez mais… (more…)

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