SL Benfica

16/11/2009

ROBERT ENKE

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robert ENKE

21/09/2009

A CHAMA IMENSA

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Nos últimos anos olha-se externamente para o SL Benfica como uma equipa que suscita, junto da sua massa adepta, um entusiasmo que depressa se desvanece com os resultados. E mesmo entre a sua massa adepta o entusiasmo traz consigo qualquer coisa de desconfiança, pressagiando um desaire que, mais cedo ou mais tarde, se confirma.

Se algo há de diferente esta época é que, para lá do natural entusiasmo, a equipa está, com exibições e com resultados, a superar as expectativas.

Esse entusiasmo é visível nas assistências aos treinos e nas enchentes que ocorrem onde o SL Benfica joga.

Dos preços dos bilhetes à violência que grassa nos estádios e suas imediações, há boas razões para não ir ao futebol, sobretudo quando o SL Benfica joga fora da Luz. Aliás, nos últimos tempos, insinuou-se, de maneira particularmente nítida, uma corrente de opinião benfiquista segundo a qual não se deve acompanhar os jogos do SL Benfica fora de casa “para não alimentar chulos e outros parasitas”. A verdade é que, por muito que se entenda e se aceite o raciocínio base dessa forma de pensar, essa opinião mais não é que uma forma de racionalizar o desvanecimento de uma expectativa que engrossa à medida que o SL Benfica vai perdendo as hipóteses de ser campeão.

O que aconteceu ontem em Leiria, com o estádio a lotar a 98,6% (22 676 espetadores) da sua capacidade, quando só no Euro 2004 tinha estado perto (97,2% da sua capacidade, no Crácia-França), não é obra do acaso e é muito mais que o habitual entusiasmo de início de época. É a grandeza do SL Benfica, é o que de melhor o clube tem, é aquela diferença que enche a alma para fazer os jogadores acreditar, para os levar a querer fazer mais, para os levar a acreditar e para os empurrar para o título. Essa grandeza, numa onda que se propaga para dar corpo à chama imensa, é ao mesmo tempo o maior medo dos nossos adversários.

Cheira-me que em Maio o país vai parar.

08/09/2008

SEGUNDA CIRCULAR HÁ 55 ANOS

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Há 55 anos, quando tinha sido lançada a primeira pedra do Inferno da Luz.

25/12/2007

JOSÉ FERREIRA QUEIMADO

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Na data em que festejava 94 anos, José Ferreira Queimado faleceu, deixando o SL Benfica de luto.

José Ferreira QueimadoFerreira Queimado foi eleito, por duas vezes, pelos sócios do Sport Lisboa e Benfica, Presidente do Clube (em 16 de Junho de 1966 e em 23 de Junho de 1978). Em 16 de Junho de 1966, foi eleito não só Presidente da Direcção, mas também da Comissão de Obras do Novo Parque de Jogos. Águia de ouro do Benfica, Ferreira Queimado (nasceu em 1913, em Olhalvo), recebeu a categoria de “Sócio de Mérito” a 2 de Abril de 1970 pelos seus serviços prestados ao Clube, tendo sido no seu segundo mandato que se iniciou a construção do antigo pavilhão Borges Coutinho. Ferreira Queimado tornou-se sócio do SL Benfica aos 12 anos, tendo sido proposto pelo irmão, Joaquim Ferreira Queimado Júnior. Sócio vitalício com o nº 261, tornou-se um dos “Águias de Ouro” do Clube. Fez parte da Assembleia de Representantes em 1958-1959 e presidiu à Comissão Central em 1965.

Conheci Ferreira Queimado nas Assembleias-Gerais do SL Benfica nos tempos de João Vale e Azevedo. Deixo-lhe aqui o reconhecimento público de um benfiquismo inigualável. E à sua família as sentidas condolências.

18/09/2007

IL MAESTRO DEL SL BENFICA RITORNA A MILANO

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Rui Costa regressa hoje a um estádio onde jogou muitas vezes.

Regressa para defrontar uma equipa que representou 5 épocas.

Esta semana ouvi Carlo Ancelotti, treinador do AC Milan, a falar de Rui Costa. E ouvi Rui Costa a falar do AC Milan. Em ambos os casos, noutras circunstâncias, poder-se-ia pensar que os elogios que Ancelotti fez a Rui Costa e a gratidão que Rui Costa mostrou em relação ao Milan não são mais que palavras ocas. Meros elogios gratuitos. Como tantas vezes acontece quando as pessoas saem do activo. Ou quando morrem, já que, quando isso acontece, “afinal eram boas pessoas”. Mas não é o caso. Rui Costa continua no activo, não morreu para o futebol. E ainda esta semana mostrou que as palavras de Carlo Ancelotti não são vãs. Rui Costa, apesar das certidões de óbito que Joe Berardo e muitos adeptos lhe passaram no início da época, é o melhor do SL Benfica.

Um Grande gesto do AC Milan para com Rui Costa

No seu site, o AC Milan colocou duas fotografias de Rui Costa, uma equipado à Benfica e outra à Rossoneri.Essas fotografias são acompanhadas pela mensagem,”Que bom que é rever-te”. Além disso, o AC Milan apelou aos seus adeptos que façam uma recepção inesquecível a Rui Costa. Sei que isso vai acontecer. Nem que Rui Costa, por hipótese, construísse a pior derrota da história do AC Milan, marcando uma dúzia de golos. Como sei também que Rui Costa não festejaria nenhum desses golos. E sei ainda que nenhum benfiquista, certamente recordado do “pior golo da vida de Rui Costa”, lhe exigiria que o fizesse.

Rui Costa é um grande senhor. Não só porque é um grande senhor do SL Benfica e da Selecção Nacional. Mas porque, por onde passou, da Fiorentina ao AC Milan, Rui Costa será sempre recordadado. Em Florença ou em Milão, em Fafe como na Luz, Rui Costa terá sempre a sensação de estar a regressar a casa. Em Florença ou em Milão, em Fafe como na Luz, Rui Costa será recebido como um filho. O site do AC Milan refere explicitamente que Rui Costa “volta a casa”.

Tal como nós, benfiquistas, sentimos que ele regressou finalmente a casa. Tal como nós, benfiquistas, sentimos que, aos 35 anos, Rui Costa só joga o que tem estado a jogar porque está em casa e se sente em casa. Como se ele não pudesse fazê-lo, desta idade, e desta maneira sublime, em mais lado nenhum. Ao vê-lo a correr como um menino no relvado da catedral, ao vê-lo interagir com os adeptos durante o jogo, ou ao vê-lo na bancada com o pai ou com os filhos a assistir a um jogo, também a nós nos apetece dizer: “Que bom que é rever-te, Rui”.

Tanto mais que Rui Costa é um caso único no futebol português.

Paulo Futre foi um grande jogador. Foi-o na Selecção Nacional e nos clubes onde passou (no AC Milan, no SL Benfica, no FC Porto ou no Sporting CP) . Paulo Sousa foi um grande jogador (na Selecção, no SL Benfica, no Sporting, na Itália e na Alemanha). Figo também foi, e ainda é, um grande jogador (em Milão, no Sorting CP, no FC Barcelona ou no Real Madrid). Nenhum deles, por onde passou, é recordado como um filho. Nenhum deles sabe o que é regressar a casa (nem mesmo Paulo Futre no Atlético de Madrid). Rui Costa regressou a casa. Onde vá, regressando onde jogou, Rui Costa estará sempre em casa. Isso é inédito. Isso é magnânime.

Rui Costa foi campeão europeu no AC Milan. Dificilmente o será no SL Benfica, pelo menos como jogador. Mas não é por não o merecer.

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