SL Benfica

04/10/2007

SL BENFICA 0 – SHAKTHAR DONETSK 1 (I)

Arquivado como: Liga dos Campeões — admin @ 00:51

Acabo de chegar a casa vindo da Luz. Custa-me sempre fazer 400Kms ou 600Kms para ver e apoiar o SL Benfica e regressar a casa desiludido. No Sábado, tendo feito os 600Kms, cheguei a casa cansado e desiludido. Hoje, com 400Kms, cheguei apenas cansado.

No regresso, ouvi José Antonio Camacho a dizer na rádio que “no futebol manda o golo”. Mas confesso que hoje sai da Luz convencido que no futebol, antes do golo, embora nem sempre, manda o dinheiro.

O SL Benfica jogou hoje contra uma das melhores equipas que vi a jogar na Luz desde o regresso do Glorioso à Liga dos Campeões. Uma equipa multimilionária, é certo. Que se dá ao luxo de deixar no banco jogadores como Nery Castillo ou de nem mobilizar, nem mesmo como suplentes, jogadores que custaram mais de 10 milhões de euros. Embora ache que falte ao Shakthar alguma experiência para poder chegar, por exemplo, às meias-finais, e que a equipa pôde praticar um anti-jogo excessivo graças a uma conivência que nem sempre vai ter quando defrontar equipas mais respeitadas que o SL Benfica, o Shakthar foi um justo vencedor.

É verdade que, com felicidade, o SL Benfica poderia ter ganho. Mas a verdade mais evidente é que o SL Benfica continua sem marcar. E no futebol não há verdade mais verdadeira que esta: quem não marca não ganha.

A grande diferença do jogo de hoje não é que Lucarelli ou Brandão tenham mostrado ser jogadores mais eficazes que Cardozo ou Nuno Gomes. A grande diferença é que o Shakthar de Lucescu veio jogar à Luz com dois avançados durante 90 minutos e o SL Benfica só jogou com 2 avançados durante 45 minutos. Mas uma diferença maior que essa é que, para além dos valores individuais (os jogadores do clube ucraniano são muito mais rápidos a pensar e a executar que os do SL Benfica), o Shakthar tem uma equipa.

Hoje, se ainda tivesse dúvidas, fiquei com a certeza que Nuno Gomes e Cardozo têm de jogar os dois ao mesmo tempo. Bynia tem lugar de caras no meio campo. E Edcarlos não vai entregar o lugar de graça. E não me esqueço de dizer isto. Gostei de ver jogar o SL Benfica durante a maior parte da partida. Falta muita experiência para jogos deste nível, mas é inaceitável que se diga que o SL Benfica esteve mal. Do futebol que já vi deste grupo da Liga dos Campeões, o Shakthar é a melhor equipa. Não me admira se ganharem o grupo.

19/09/2007

SL BENFICA À PROCURA DE EXPERIÊNCIA NA CHAMPIONS

Arquivado como: Liga dos Campeões — admin @ 00:01

O SL Benfica fez hoje em Milão, na estreia na edição 2007-2008 da Liga dos Campeões, um jogo sofrido onde o resultado, apesar da derrota, acaba por ser o menos mau.

A grande diferença entre as duas equipas, já que o AC Milan foi claramente melhor, residiu no facto dos italianos serem uma equipa muito mais experiente neste tipo de jogos. O Benfica estava apenas a defontrar o Campeão Europeu. Mas a equipa do SL Benfica revelou-se demasiado macia em diversos aspectos.

A este nível de competição, pede-se aos jogadores que joguem com os índices de concentração no seu máximo. O SL Benfica falhou nesse aspecto. Luís Filipe, Edcarlos e di Maria foram disso um exemplo. Mas o caso mais flagantre neste aspecto, e na pior altura do jogo, foi o lance do primeiro golo. Quim, que até foi o melhor em campo do SL Benfica, não esteve concentrado. Não deu um frango. Mas, neste nível, pormenores destes fazem uma grande diferença. Fazem, por exemplo, a diferença entre “enervar o adversário” e “jogar enervado”. A partir dos 8 minutos, o SL Benfica jogou enervado.

A este nível de competição, a paciência (tão característica dos clubes italianos) é importante. Claro que a paciência dá resultados mais positivos quando as equipas têm confiança que se surgir uma oportunidade não vão desaproveitá-la. Não porque o estivesse a merecer, mas, a perder por 1, o SL Benfica poderia ter chegado à igualdade. Ter uma equipa jovem, com a consequente falta de maturidade para estes embates, não ajuda a elevar a capacidade de paciência da equipa. Mas a juventude em si não é tudo. Luís Filipe, por exemplo, foi muitas vezes impaciente a soltar a bola. Cristián Rodriguez, que é mais novo que Luís Filipe, mostrou alguma maturidade. Mas o caso mais flagantre neste aspecto, e numa altura em que a equipa ainda acreditava, é o lance em que Míguel Vítor, quando o SL Benfica dispôs de um livre a seu favor, para evitar que a bola saísse pela linha do fundo da equipa adversária, possibilitou um contra-ataque que deu o 2-0.

Não que o AC Milan não tivesse merecido a vitória. Se ganhasse 3-1 não deixaria de ser justo. Mas um SL Benfica feliz podia ter saído de San Siro com um empate e com outra confiança para a Liga dos Campeões. Mas uma equipa em que os jogadores têm lapsos de concentração, uma equipa que deixa a impaciência apoderar-se de si, está muito longe de poder ser feliz.

Uma equipa experiente sabe que, neste nível competitivo, é muito frequente acontecer o que aconteceu. Quando menos se espera, quase por acaso, com o jogo acabar, há um golo que cai do céu. O valor desse golo depende do resultado que prevalece na altura em que ele ocorre. Hoje, com muita pena minha, que já vi o SL Benfica ser muitas vezes vítima das injustiças do futebol, o golo de Nuno Gomes não valeu nada.

01/09/2007

O SL BENFICA NO GRUPO D LA CHAMPIONS 2007-2008

Arquivado como: Liga dos Campeões — admin @ 00:01

Depois do mais importante (entrar na Champions) o SL Benfica lá foi à festa do sorteio (de importância menor, mas com um efeito mediático avassalador). Este post procura analisar mais este último aspecto que propriamente as contingências e consequências do sorteio.

É claro que nestas coisas dos sorteios, as equipas poderão ser mais ou menos felizes. Mas isso também é relativamente secundário. Nenhuma equipa feliz no sorteio terá a felicidade que espera se estiver a jogar mal ou se entrar com sobranceria na Champions.

Não pretendo especular muito acerca do grupo do SL Benfica, se é fácil ou difícil, se é mais o menos acessível que os grupos do FC Porto ou do Sporting CP. Diria contudo que o grupo é, como os outros, bastante complicado. Sobretudo para o AC Milano, que sendo em teoria mais forte, e campeão em título, pode vir a ser surpreendido. Por mim, claro, esperaria que o fosse logo na jornada inaugural a 18 de Setembro. Mas digo, com sinceridade, que, depois das equipas espanholas do pote 2, as duas equipas portuguesas eram a mais receadas pelas equipas do Pote 1.

O sorteio não deixou de ser inédito pelo facto de irem a sorteio 33 equipas em vez de 32. Dir-se-á, e é fácil concordar com isso, que o infortúnio de António Puerta (que nos tornou a todos sevillistas, como Féher fez benfiquistas efémeros) e a desgraça dos incêndios na Grécia, justifica o facto. É verdade, justifica.

O futebol não é mais importante que a vida. Por muito fanático que se seja, quando é preciso escolher, a decisão torna-se óbvia. Mas o cancelamento do jogo que justificou a presença de 33 equipas no sorteio, justificar-se-ia ainda mais se a UEFA adiasse o próprio sorteio.

A UEFA pode até descansar na expectativa segura de que as coisas correrão normalmente e que o FC Sevilla, depois de ter ganho em casa 2-0, não vai perder a eliminatória contra o AEK. A UEFA pode até actuar para se assegurar que as coisas correrão “normalmente”. Assim, o sorteio acabou por ser normal, o Celtic de Glasgow entrou normalmente no Pote 3 (em vez do 2, caso o AEK elemine o FC Sevilla), e a Champions pode ter o seu curso normal.

Mas UEFA, que se tornou uma máquina de ganhar dinheiro, gerindo uma indústria verdadeiramente louca, não poderia nunca cancelar o espectáculo do sorteio. Porque esse espectáculo, e tudo o que o envolve, por muito que os donos do futebol façam para que não pareça, é mais importante que a vida e que o próprio futebol. Nada tenho contra o Sevilla e sei que é um desejo vão, mas segunda-feira gostaria de ver o AEK a eliminar o Sevilla.

Benfica no Grupo D da Liga dos Campeões, 2007-2008

30/08/2007

SL BENFICA NA LIGA DOS CAMPEÕES

Arquivado como: Liga dos Campeões — admin @ 00:01

FC Kobenhavn SL BenficaO SL Benfica ganhou os dois jogos da terceira pré-eliminatória ao FC Kobenhavn. Mais do que isso, ganhou tempo e oportunidade para crescer como equipa. Esta equipa, com o talento acumulado que tem, precisa da Liga dos Campeões para crescer.

Não poderia ter sido melhor. Por muito que os franco-atiradores, que a cada esquina estão sempre prontos a atirar sobre SL Benfica, venham dizer sobre as fragilidades da equipa, o SL Benfica ganhou bem. Muitos desses franco-atiradores poderão dizer que o FC Kobenhavn é uma equipa muito frágil e que o SL Benfica tinha obrigação de ganhar sem tremer tanto. Outros poderão dizer que o SL Benfica só passou porque teve a sorte do seu lado. Acima de tudo, num momento difícil para uma equipa que ainda está em construção, acho que o SL Benfica passou porque queria passar. Isso viu-se hoje em Copenhaga. O desejo dos jogadores, dos mais jovens aos menos jovens, não era diferente do da massa adepta. Todos queríamos estar amanhã no sorteio das 17 horas.

Sim, a equipa revelou fragilidades, mas mostrou ser capaz de sofrer e de crescer. Sim, a equipa foi feliz. Mas é muito mais fácil ser feliz no fim quando se dá tudo. Hoje os jogadores do SL Benfica deram tudo. E, além disso, como no futebol moderno, onde os pequenos pormenores fazem a diferença entre os que vão mais além e os que ficam pelo caminho, ganhamos com um golo de laboratório, marcado da primeira vez que fomos à baliza. De “bola parada”, mas a mexer-se, em direcção ao fundo das redes, com uma graciosidade de encher os olhos. A felicidade, quando aparece assim, não aparece por acaso.

Os jovens do SL Benfica têm talento. Mas têm também exemplos. E muito bons. Rui Costa na primeira mão e Petit na segunda.

Amanhã é o dia 31 de Agosto de 2007. O mercado fecha até Dezembro. É tempo de crescer. Na Liga BWIN e na Champions League.

15/08/2007

SL BENFICA – FC COPENHAGA. SILÊNCIO E TANTA GENTE

Arquivado como: Liga dos Campeões — admin @ 02:39

É isso. Faltam-me palavras e estou sem o que dizer.

Sei que muitos, neste momento, dirão mal de toda a gente: da equipa, dos jogadores individualmente (dos que jogaram e dos que não jogaram), de Fernando Santos, de Manuel Fernandes, de Joe Berardo, da vida, dos adeptos que estiveram na Luz, dos que não estiveram lá, de Luís Filipe Vieira. É isso.

É isso mesmo. Foi um daqueles jogos tão maus, mas maus mesmos, que nem dá sequer para culpar o árbitro. É difícil encontrar culpados. E inútil, embora pareça necessário.

A equipa de jovens promessas não se viu. O acabado 10, efusivamente aplaudido pelo homem de preto, deixou-nos a pedir mais 10 como ele. Mais do que uma equipa de coxos parecíamos uma equipa de lesionados.

Hoje, a caminho de casa, não sei porquê, só me lembrava do Benfica de Artur Jorge. Uma equipa cheia de reforços, a caminho de coisa nenhuma, com a desgraça a espreitar por todo o lado. Vou dormir, certo que não vou conseguir.

Venham mais 10 como o 10.

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