Jorge Jesus tinha pedido o Chelsea. Na prática não fui um bom feeling, já que o Benfica perdeu 0-1, tendo hipotecado a passagem às meias finais da Liga dos Campeões. Porém, Jorge Jesus não deixou de ter um bom feeling, já que o Benfica foi claramente melhor que o Chelsea, merecendo ganhar o jogo.
Mas também não foi este o Chelsea que Jorge Jesus desejou. Este Chelsea, treinado por um italiano, a jogar à italiana, na expetativa, acabando por matar o jogo friamente, não é uma equipa inglesa, não pratica futebol inglês, que era, na verdade o que Jesus desejou. Além disso, o Chelsea contou ainda com um árbitro italiano, o que o ajudou sobremaneira a conseguir avitória na Luz.
Pode ser casualidade, mas, por mim, já me deixei dessas ingenuidades há muito. Para a UEFA, uma meia final com uma equipa inglesa, duas espanholas e outra alemã tem muito mais interesse. Ter lá uma equipa portuguesa só atrapalha. E isso conta na hora de tomar decisões. É certo que também interessa ainda mais ter uma final da Champions Real Madrid – Barcelona, pelo que, a seguir, se for preciso, será o Chelsea a levar a receita que hoje o beneficiou. E, numa passado não muito distante, contra o Barça, o Chelsea já provou desse veneno. Como é possível o árbitro e os seus assistentes fazerem vista tão grossa a um penalti tão claro e como é possível o Benfica ter acabado com mais cartões amarelos que o Chelsea? É possível porque a dualidade de critérios do jogo da Luz reflete a dualidade da UEFA. A dos grandes e a dos pequenos. A das grandes receitas e dos grandes eventos mediáticos e a das receitas menores, que não geram os mesmos efeitos televisivos. Platini deve ter dormido descansado. No resto, eu acredito que o Benfica vai ganhar em Londres.