Reconhecido, mesmo quando odiado, como um dos melhores, senão o melhor, treinadores do mundo, o ponto em que Mourinho gera mais desacordos é, seguramente, no que respeita ao modo como se relaciona com os árbitros. Ao ponto de, ao que parece, mesmo os seus jogadores atuais, se recusarem, ou pleo menos terem dúvidas, a submeter os árbitros à pressão que Mourinho lhes pede.
Morinho treina o Real Madrid, a melhor equipa do mundo de todos os tempos, em situações adversas, já que o Barça é a atualmente a melhor equipa do mundo. Tudo o que ganhar ao Barça será sempre pouco para os adeptos do Real Madrid, mas será muito dadas as circunstãncias. Mourinho sabe que não será fácil ganhar ao Barça. A questão que se coloca é se vale tudo, e o que vale , para ganhar.
No FC Porto, Mourinho aprendeu que sim. Vale tudo, mesmo uma pressão desumana e nada ética sobre os árbitros. Por isso, o que atualmente se passa em Portugal e em Espanha em termos das pressões a que a arbitragem está a ser submetida faz parte de uma escola de que Mourinho, não sendo o pai, é um dos principais impulsionadores. Se isso pode fazer a diferença para fazer um campeão, é uma pergunta inútil. Claro que pode. Pode não ser o caso em Espanha este ano, mas pode sê-lo em Portugal. A questão será sempre, vale mesmo tudo? Eu acho que não.