SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, por razões que já desenvolvi, vão ter de vender jogadores antes da nova época se iniciar. Aparentemente, o FC Porto já escolheu que vende Lisandro. O Sporting que vende Moutinho. E o Benfica, vai vender quem?
Com passivos consolidados astronómicos e assustadores, o passivo consolidado do Sporting a aproximar-se, nas contas de um dos candidatos, dos 340 milhões de euros, o passivo consolidado do FC Porto dos 170 milhões e o passivo consolidado do SL Benfica dos 148 milhões, resta um caminho que nem, no caso do FC Porto, uma boa participação na Liga dos Campeões permite evitar.
O FC Porto, para além de Lisandro não hesitará em fazer qualquer bom negócio que se perfile. Bruno Alves é uma possibilidade. No Sporting CP, para além de João Moutinho, Daniel Carriço e mesmo Miguel Veloso são candidatos à amenização do monstruoso passivo consolidado.
No SL Benfica, a venda de Katsouranis não será suficiente para equilibrar as contas, mesmo considerando que o SL Benfica não terá de pagar por inteiro ordenados como os de José Antonio Reyes ou David Suazo e que não pode, racionalmente, manter o mesmo volume de massa salarial. Di Maria, ao contrário do esperado, não incendiou o mercado. Não estará, por isso, entre aqueles que podem trazer a verba necessária. Além disso, mesmo para os clubes mais ricos, se é que os há, os tempos não são para loucuras. Resta, talvez, Maxi Pereira ou David Luiz, mas isso seria sempre na perspectiva de conjugar várias vendas para alcançar uma receita aceitável e suficiente. E, se fosse o caso, lá se vai o equilíbrio do plantel. E, claro, Oscar Cardozo. Provavelmente o único que, sozinho, pode originar a receita que o SL Benfica perspectiva. No entanto, para mim, se por si só for suficiente, apesar de tudo, a venda menos problemática e mais acertada será a de Luisão.
Vender bons jogadores não é aceitável. Mas o caminho que se perfila para o SL Benfica em termos de reforços e aquisições não é o melhor. Até porque, é certo, não haverá milhões da Liga de Campeões.