SL Benfica

26/07/2009

YEBDA, UMA DISPENSA IMPREVISTA

Arquivado como: DesReforços — admin @ 00:01

Além das 4 dispensas já anunciadas, as 3 novas dispensas (Yebda, Urreta e Sepsi) são um tanto ou quanto imprevistas.

Sepsi não tanto por ter dado indicações que tinha valor para ficar no plantel, mas porque, depois da dispensa de Jorge Ribeiro, parecia claro que Sepsi iria lutar pelo lugar com Shafer.

Urreta por ser um jovem promissor e fugaz a jogar. Mas aceita-se o empréstimo, pois Urreta precisa jogar e, no SL Benfica, esta época, as possibilidades de o fazer eram reduzidas.

Yebda é, talvez, das 3, a dispensa que mais surpreende. É certo que é um jogador de altos e baixos, muito propenso a ser amarelado. Mas joga num sector onde o SL Benfca perdeu Katsouranis e dispensou Fellipe Basto. Tanto mais imprevisto quanto Yebda tem sido recorrentemente apontado como um jogador que interessa a grandes clubes europeus.

Estará mais algum reforço a caminho sem ser um guarda-redes?

24/06/2009

JOSE ANTONIO REYES, O MAL AMADO

Arquivado como: DesReforços — admin @ 01:21

O caso de Jose Antonio Reyes é, sem dúvida, uma das novelas do defeso.

O SL Benfica, e bem, na minha perspectiva, não activou a cláusula de opção. Reyes é bom jogador, é relativamente novo e fez uma boa época no SL Benfica. Mas esteve longe de assombrar, de encher o olho e de fazer a diferença. Curto e grosso, não vale os restantes mais de 6 milhões. Sobretudo na actual carestia do mercado (que o efeito Real Madrid acaba por esconder).

Resta o jogo de paciência. Sim, talvez seja perigoso, mas não tão perigoso se assumirmos a perspectiva, que creio ser a do SL Benfica limitado de recursos financeiros para reforços, que o SL Benfica vai manter-se na expectativa até à última. Reyes, que em Espanha é um mal amado, depois de ter passado, de forma cinzenta, pelo Real Madrid e pelo Atlético de Madrid, não tem mercado no país vizinho e apesar de tudo é o SL Benfica que mais o pode rentabilizar e é no SL Benfica que ele parece querer estar. Além disso, o SL Benfica tem várias opções para a posição de Reyes e todas elas são passíveis de maior rentabilização, uma vez que se trata de jogadores jovens e internacionais.

Na falta de notícias, porque o mercado está morto ou, pelo menos, não há dentes para grandes comezainas, e sobretudo porque as eleições do SL Benfica paralisaram o país desportivo (que, nesta altura do ano, é o país), restam os anúncios sucessivos de quem vem, de quem vinha mas já não vem e de quem poderá vir reforçar o SL Benfica.

E claro há sempre a tentação de mostrar que os jogadores mais queridos podem estar de saída, ontem para a Turquia, hoje para Roma.

Já só cá falta o fantasma de que Reyes, afinal, pode estar de saída para o FC Porto. Será amanhã?

17/06/2009

PREOCUPA-ME MAIS QUEM PODE SAIR DO QUE OS QUE PODEM VIR

Arquivado como: DesReforços,Reforços — admin @ 00:01

Honestamente, neste defeso, e em período pré-eleitoral, estou muito mais preocupado com os jogadores do SL Benfica que podem deixar o clube do que com aqueles que, como reforços, possam chegar ao clube.

Luís Filipe Vieira frisou, na entrevista que concedeu à RTPN, que neste período eleitoral não haveria contratações para funcionar como trunfo. Acho bem que assim seja, até porque em termos de aquisições, em rigor, o SL Benfica não terá disponibilidade financeira para ir muito mais longe que aquilo que foi até agora, comprando cirurgicamente e barato (mesmo Ramires, o mais caro, foi barato, para uma jogador da canarinha).

Já não estou tão certo que, por razões financeiras, passadas as eleições, o SL Benfica não se tenha de desfazer de um dos seus jogadores mais emblemáticos. O actual plantel do SL Benfica, com Jesus ou sem Jesus, tem obrigação de fazer melhor e, nessa medida, é fundamental apostar na base do ano passado, acreditando que individual e colectivamente os jogadores farão melhor.

14/08/2007

MANUEL FERNANDES E O SL BENFICA. SAIR BEM EM MÁ ALTURA.

Arquivado como: DesReforços — admin @ 00:30

Manuel Fernandes já não é jogador do Benfica. A mais inesperada contratação do Benfica 2007-2008 tornou-se a mais inesperada saída. A verdade é que, dadas as boas exibições de Manuel Fernandes na época que passou em Inglaterra, emprestado pelo Benfica, concretamente os jogos que fez pelo Everton, faziam prever que Manuel Fernandes não voltasse. Mas voltou. E voltou porque, é preciso dizê-lo, com um passe avaliado em 18 milhões de euros, Manuel Fernandes é um jogador caro. Veja-se, a título meramente comparativo, a aquisição de Drenthe, pelo Real Madrid, que, tendo a mesma idade e jogando mais avançado (o que eleva o seu valor de mercado), custou menos que os 18 milhões do passe de Manuel Fernandes. O Everton (que não é o Real Madrid, nem comete os exageros dos grandes da Europa), que terá jogado na possibilidade de ver o Benfica baixar o valor do passe ou de contratar um jogador do mesmo valor mais barato, viu essas duas possibilidades esgotarem-se. Porque gastar 6 milhões num jogador incerto sai sempre mais caro que gastar 9 milhões num que já deu provas, ainda por cima no próprio clube, o Everton resolveu chegar-se à frente.

Manuel Fernandes. O vermelho, ou mesmo o rosa, do Benfica ficavam-lhe melhor que que o azul do Everton. Vestido mais feio, só no dia em que trocou a camisola com Miguel VelosoDescontando todos os outros factores, os negativos (Manuel Fernandes prefere a Liga inglesa à portuguesa e ficaria contrariado se permanecesse no Benfica) e os positivos (conhece o Benfica  e é um jogador da casa) se o Benfica tivesse de pagar 9 milhões para comprar um jogador como Manuel Fernandes pagaria demasiado caro (o Everton, se adquiriu, como parece, os outros 50%, pagou 18 milhões). Por outro lado, mesmo pagando 9 milhões para comprar os 50% do passe que não lhe pertenciam, o Benfica teria de gastar ainda mais dinheiro para fazer com que Manuel Fernandes não ficasse no Benfica contrariado, pois teria de lhe aumentar substancialmente o ordenado. Nessa perspectiva Manuel Fernandes saiu bem. Não saiu como Miguel ou Tiago, que fizeram birra e jogo sujo e saíram baratos e contra a vontade do Benfica. O Benfica fez o que lhe competia. Colocou a decisão nas mãos do jogador, sabendo qual a decisão que ele tomaria. Ao fazê-lo, o Benfica colocou o odioso da transferência sobre o próprio jogador (ainda gostaria de ver se o manuel Fernandes resolvesse dizer que preferia ficar no Benfica a ganhar menos).

Será fácil culpar Manuel Fernandes pela saída e encontrar razões que o colocam no mesmo plano, por exemplo, de Miguel e de Tiago. Como será igualmente fácil culpar Luís Filipe Vieira por dizer que o jogador não sairia e depois vê-lo aparentemente impávido e sereno a assistir à saída do jogador. Manuel Fernandes estava de facto convencido que faria a época no Benfica. O Benfica e Fernando Santos (irrita-me que tenha aqui mais uma desculpa) estavam convencidos que ele ficaria. O Everton estava convencido que garantiria uma desvalorização do passe ou que encontraria uma alternativa mais barata. O que fez mudar as coisas? Apenas a disposição do Everton. O Benfica não baixou o valor do passe e o Manuel fernandes não andou a fazer jogos para forçar essa possibilidade. Face a essa disposição do Everton é legítimo aceitar que Manuel Fernandes queira ir para um clube que conhece, para uma Liga muito mais competitiva, sabendo que o Benfica podia até adquirir a outra metade do seu passe, mas nunca pagar-lhe o que o Everton lhe vai pagar. Como é legítimo aceitar que o Benfica, mesmo ficando sem um jogador fundamental para o losango (começa a ser dífícil chamar-lhe diamante) do engenheiro, não queira ficar com um jogador contrariado, nem estar a aumentar o seu salário vertiginosamente, tendo que desembolsar ainda 9 milhões de euros. É ainda legítimo aceitar, apesar de chato para o Benfica, que terá deixado escapar no mercado eventuais substitutos de Manuel Fernandes, e que montou uma equipa onde Manuel Fernandes era uma peça-chave (estava a marcar os livres e os cantos) que o Everton se decida apenas agora.

Seria preferível, todos sabemos e concordamos, que o Benfica fosse dono da totalidade do passe. No louco mercado dos nossos dias, o desepero de muitos clubes com dinheiro no bolso ou com acesso facilitado ao crédito poderia fazer com que o passe do Manuel Fernandes valesse não 18 milhões mas 25 milhões. Mas o Benfica, por razões que conhecemos, teve de vender metade do passe de Manuel Fernandes quando ele era o seu mais promissor jogador. Hoje, mesmo que Manuel Fernandes estivesse no Benfica, “o 37″, apesar de ser uma perda dificilmente substituível, não é o nosso jogador mais promissor. Mas não se pode ter tudo. Neste caso, descontando o facto de o negócio não vir na altura certa, o negócio não é mau para o Benfica. Ainda assim, considero importante que o Benfica adquira, ainda antes de fechar a época das contratações, um jogador experiente para as funções que o Manuel Fernandes desempenhava.

26/07/2007

SL BENFICA – O CAPITÃO MORREU. VIVA O CAPITÃO

Arquivado como: DesReforços — admin @ 15:06

Este é o post que nunca quis escrever neste blog.

Por ironia do destino, seria o centésimo post. Tinha pensado festejar ao chegar ao centésimo post, mas tive de escrever um curto post à parte para que este não fosse o centésimo. Também criei uma categoria à parte só para albergar este post. Chama-se DesReforços e arrisca-se, espero, a não ter muitas entradas. Já este post, presumo, será o mais longo que escrevi até hoje neste blog.

Estou triste com a saída de Simão do Benfica. Mas compreendo e aceito a saída.

Aos benfiquistas não lhe resta outra coisa que não seja racionalizá-la. O que será mais fácil se, entretanto, chegarem reforços de vulto. Luís Filipe Vieira sabe isso. Por isso se disponibizou para uma pequena meia-mentira ao dizer que achava que o substituto já estava no avião. Luís Filipe Vieira sabe que isso não é verdade. Mas, melhor que ninguém, sabe que o substituto tem de entrar rapidamente no avião. Nem que seja preciso empurrá-lo com dinheiro fresco.

O Benfica blindou Simão até onde pôde. Se tivesse saído na época passada para o Liverpool teria saído pelos mesmos 20 milhões de euros que saiu agora. Era preferível, como o Cavém salientou neste blog, que a saída tivesse sido consumada mais cedo. Mas nestas coisas não se escolhe exactamente o momento. O mercado é agitado por milhares de variáveis, todas dinâmicas, e há negócios que ou se fazem ou não se fazem. Com mais tempo, o Benfica poderia ter corrido, por exemplo, atrás de um Christian Wilhelmsson (corrida onde estiveram nos últimos dias o Hamburgo, o Manchester City e o Tottenham, e que o Bolton acabou por levar por cerca de 4 ilhões de euros).

O Porto, por exemplo, não fez o negócio que o Atlético tinha preferido. Comprar Quaresma em vez de Simão. Embora Simão seja mais eficaz que Quaresma, até se percebe a prioridade do Atlético. Quaresma, apesar de mais inconsequente que Simão, faz uns bonitos de encher facilmente os olhos a adeptos, e, sobretudo, é mais novo. Como tem de se perceber a “tenaciade” do Porto em guardar Quaresma. O Porto já vendeu esta época e vendeu bem. O Benfica, apesar de não precisar de vender, ou vendia Simão agora ou ficava com ele até ao final da carreira. O Porto ganhou um capitão e o Benfica perdeu o seu capitão. Mas o deve e o haver só se pode fazer à posteriori. Tudo o que se disser agora serão meras especulações. No futuro, alguém terá sempre razão relativamente ao que disser agora. Como benfiquista, e como alguém que acredita que uma boa equipa vale mais que um grande jogador (embora não se façam boas equipas sem bons jogadores), não posso dizer outra coisa que não seja: mesmo sem Simão o Benfica será campeão. Com Quaresma o Porto não será campeão.

Poder-se-á dizer que, com a saída de Simão, o Benfica não ganhará nada. É uma probabilidade. Ter-se-ia dito o mesmo na época passada se Simão tivesse saído para o Liverpool. Só não se disse porque Simão não saíu. Mas, também é verdade, o Benfica, mesmo com um grande Simão (sem dúvida o melhor da Liga), não ganhou nada.

O Benfica vendeu Simão ao Atlético de Madrid porque Simão quis sair. O início da época passada não nos trouxe o Simão que todos gostamos porque, e a verdade é essa, Simão andava amuado. Não tenho de ver como seria este ano, se fizessemos finca-pé nos 25 milhões e Simão ficasse. Mas esta variável, ainda que nunca venha a ter efeitos, não pode deixar de ser levada em conta. Não lhe posso querer mal por ter querido sair. Qualquer jogador, e Simão por maioria de razões, tem direito a aspirar jogar nas melhores ligas do mundo. Que seja feliz e que faça o Atlético feliz.

O Benfica, na mesma época, faz a maior compra de sempre e a maior venda de sempre. É verdade que esta é o curso natural das coisas. O preço dos jogadores, dos bons e dos maus, vai subindo. Mas ver o Benfica no mercado é bom sinal. Há poucos anos, o Benfica andava no mercado do entra e sai (do entrava barato e saia com indemnização) . Financeiramente, nas compras e vendas, o Benfica fica a ganhar. Desportivamente, pelo menos em aparência, fica a perder. Mas essa é uma análise que, como disse, será sempre especulativa. Financeiramente, o Benfica terá de ir ao mercado gastar os milhões da venda de Simão. Espero que os gaste bem. Estou de olhos no aeroporto da portela.

O Atlético também faz a sua maior compra de sempre. Isso colocará Simão debaixo de forte pressão. Espero que não sai prejudicado por isso. Simão ficaria muito abalado por um segundo fracasso em Espanha. Seria aterrador vê-lo ter um final de carreira desolador. Por tudo o que deu ao Benfica, quero mais para Simão.

Como todos os benfiquistas, estou apreensivo com o direito de opção aos dois jogadores que o Benfica tem sobre jogadores do Atlético de Madrid. Penso que, mesmo achando isso impossível, ninguém afasta o pesadelo dos nomes de Maniche e Costinha poderem vir para o Benfica. Dos dispensáveis do Atlético, admitiria Petrov (que já foi para o Manchester City) e Zé Castro (por ser português, jovem, seleccionável e, sobretudo, dada a situação da defesa do Benfica, por precisarmos de um reforço para o banco). Totte já cá tivemos um e, felizmente, não ficou muito tempo.

Capitão morto, capitão posto. o Benfica não pode chorar muito tempo a saída de Simão. Nuno Gomes passará a capitão e Petit e Luisão serão promovidos na hierarquia. Penso representar o desejo de muitos benfiquistas ao confessar que preferia continuar a vê-los como sub-capitães e entregar a braçadeira a Rui Costa.

Para além do pesadelo da eventual vinda de Maniche ou de Costinha há outras coisas que me desagradam nesta transferência. Simão, que até já fez subir as acções da SAD, merecia um clube melhor. Simão também merecia outro jogo de despedida, e não aqueles 45 minutos que fez contra um certo Cluj. Mas o que mais me desagrada é pensar que Fernando Santos lamentou, no início da época passada, a permanência de Simão (que era dado como certo no Liverpool), dizendo que a permanência o obrigaria a re-escalonar a equipa de outra forma. Ficou com uma boa desculpa para quem não ganhou nada. Este ano, ironia das ironias, tendo dito que seria um pesadelo perder Simão, Fernando Santos já leva uma desculpa de avanço. Pesadelo, mas pesadelo dos grandes, é não ganhar nada em 2007-2008, mesmo sem Simão.

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