SL Benfica

25/12/2008

O JOGO MAIS LONGO DA ÉPOCA

Arquivado como: Liga 2008-2009 — admin @ 00:01

O SL Benfica 0 – Nacional da Madeira 0 arrisca-se a ser o jogo mais longo da época, e isso deve-se a Pedro Henriques. Na verdade, há jogos que nunca acabam. Ou porque foram muito bons, como em 14 de Maio de 1994, ou porque foram trágicos, como a 25 de Janeiro de 2004, ou porque foram verdadeiramente insólitos, como a 22 de Dezembro de 2008.

Pedro Henriques, ao anular o golo a Cardozo no tempo de descontos fez o suficiente para fazer perdurar o jogo muito para lá dos 90 minutos. O facto de ter tido necessidade de não ficar calado, e as explicações que foi dando, fizeram do SL Benfica – Nacional um jogo infindável. Tão mais infindável quanto os 2 pontos que roubou ao SL Benfica se revelarem necessários para chegar ao título.

Pedro Henriques, como qualquer árbitro ou jogador, tem o direito de errar. Mas, mesmo que esteja convencido que apitou bem, Pedro Henriques tinha o dever e a obrigação de ficar calado. Não lhe fica bem, porque perde toda a credibilidade que possa ter como árbitro, fazer perdurar um jogo para lá do estritamente necessário. Neste momento, e sabe-se lá até quando, Pedro Henriques é o único jogador de uma partida sem fim.

Pedro Henriques pode igualmente ter toda a razão do mundo relativamente à regra que diz ter aplicado (que a mão desviou a trajectória da bola). Não pode é agarrar-se a essa explicação esquecendo que um segundo antes não aplicou essa mesma regra em relação a um jogador que, contrariamente a Miguel Vítor não tinha os braços ao longo do corpo. Com uma decisão inexplicável, Pedro Henriques deu horas de descontos. Agora precisa gastá-las todas, e todas nunca chegarão, para se convencer a si próprio que apitou bem. Pior que um árbitro incompetente só mesmo um árbitro que, reconhecendo que errou, quer convencer-se a si e ao mundo, que a razão lhe assiste. Pode até não ter visto o lance no jogo, mas isso não o autoriza a manter explicações que vão contra todas as evidências e, sobretudo, contra as explicações que ele próprio dá.

Não sei o que Nuno Gomes disse nos corredores e, honestamente, gostaria que não o tivesse feito. Mas, independentemente do que disse, não ofendeu mais – nem as regras, nem a educação, nem a ética – que Pedro Henriques ao desfazer-se em explicações contraditórias na praça pública. E se Pedro Henriques não conseguía ficar calado era bom que, quem de direito, o tivesse mandado calar.

Mas, espanto dos espantos, eis que o Presidente da APAF vem criticar que se fale desnecessariamente num jogo no dia seguinte a ele ter terminado nas quatro linhas, com o argumento que o país tem problemas mais sérios com a crise que para aí vai. É verdade que a crise nos deve preocupar a todos. Mas, para a ultrapassar, precisamos de competência e de sentido de responsabilidade. Neste caso concreto, a APAF, se não soube mandar calar, tinha obrigação de ficar calada. E se era para falar, o sentido da intervenção era mais que evidente. Bastaria dizer que os árbitros também erram.

24/12/2008

COM VOTOS DE UM BOM NATAL

Arquivado como: Geral — admin @ 00:01

É sempre bom desejar, mais uma vez, um Bom Natal aos leitores do blog.Ainda melhor é, pela primeira vez, poder fazê-lo com o SL Benfica na liderança da Liga.

23/12/2008

JÁ SE SABIA QUE NÃO IA SER FÁCIL

Arquivado como: Liga 2008-2009 — admin @ 00:36

Já se sabia que o jogo contra o Nacional na Luz não ia ser fácil. Mas imaginar que, depois de ter sido prejudicado pela arbitragem no último jogo em casa, o SL Benfica voltaria a ver serem-lhe retirados 2 pontos pelo homem do apito, era algo de impensável.

Na época passada o Nacional já havia empatado a zero na Luz e nas 4 épocas anteriores, o SL Benfica tinha sempre ganho pela margem mínima. Por isso mesmo, nem o ingrediente deixado pelos empates dos rivais, nem o estímulo de ampliação da vantagem pontual, bastavam por si sós. O SL Benfica deu o que tinha e, sendo verdade que tanto poderia ter ganho o jogo como perdê-lo, a verdade é que o SL Benfica só não ganhou porque Pedro Henriques anulou um golo a Cardozo aos 90 minutos, por mão de Miguel Vítor. É lícito que Pedro Henriques o tenha feito. É um critério admissível, embora pouco visto, quer entre nós, quer entre Ligas sérias. O problema é que o critério que leva Pedro Henriques a anular o golo devê-lo-ia levar a marcar penalti na mesma jogada quando Yebda cabeceia ao braço do jogador do Nacional. Ou seja, com claro prejuízo do SL Benfica, que só pode ser deliberado da parte de Pedro Henriques, o árbitro utiliza na mesma jogada um critério desigual que retirou 2 pontos ao SL Benfica. Sim, concordo que precisamos de uma Liga competitiva, mas não é preciso tornar, de forma tão evidente, essa competitividade numa competitividade artificial.

22/12/2008

É PRECISO JOGAR À CAMPEÃO

Arquivado como: Geral — admin @ 00:01

Um dos aspectos mais determinantes para se ser campeão é ganhar quando não se joga. Para já, com os empates de Leixões, FC Porto e Sporting CP, o SL Benfica entrou a ganhar na 12ª jornada. Mas para isso é preciso fazer melhor que aquilo que fizeram os adversários. Para já não ganhámos nada. E convém não esquecer que, teoricamente, a avaliar pela tabela classificativa, os adversários directos jogaram contra adversários mais fáceis que o Nacional da Madeira. E que também os adversários jogavam em casa.

Não basta ser campeão de Inverno. Não basta ficar contente por termos dado 6 em casa de um adversário que sacou um empate do dragão. É preciso chegar campeão ao fim. É preciso ganhar ao Nacional, nem que seja por 1, nem que seja a jogar mal, nem que seja um golo de cu.

21/12/2008

“SENHORES OUVINTES, É DO CARALHO”

Arquivado como: Para lá do futebol — admin @ 00:36

Um acirrado jornalista-comentador portista de outros tempos, numa altura em que o FC Porto procurava retirar ao SL Benfica a hegemonia no basquetebol, relatava empolgantemente um FC Porto – SL Benfica que terminou com uma vitória do SL Benfica no último segundo de jogo, numa partida em que o SL Benfica esteve quase sempre em desvantagem. Uma pausa no relato e uma frase lapidar para terminar a emissão: “Senhores ouvintes, é do caralho”.

Hoje, em Matosinhos, o SL Benfica derrotou o FC Porto por 82-84, quando Sérgio Ramos, nos últimos segundos consumou uma vitória merecida. E, em 14 partidas, vão 14 vitórias na Liga de basquetebol.

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