O Relatório de contas trimestral da Benfica SAD revela um prejuízo de 2 milhões de euros.
Seria preocupante se este resultado se viesse a repetir nos restantes 3 trimestres (o que é de todo improvável). Seria ainda mais preocupante se o SL Benfica não viesse a conquistar a Liga e a garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Seria catastrófico se o SL Benfica não tivesse activos de qualidade, tendo andado a gastar milhões em jogadores como Sidnei, por exemplo, que compensassem, com a sua rápida valorização, compras de jogadores que manifestamente não são para vender, como Aimar, por exemplo.
Como evidencia o relatório “a não participação na Liga dos Campeões tem um impacto negativo de 4,8 milhões de euros na rubrica
de Outros proveitos operacionais, que decresceu 86,98% no trimestre em análise. No 1º trimestre de 2008/2009 foram alienados os direitos desportivos dos atletas Nélson Ramos, José Fonte e João Coimbra, que geraram no seu conjunto mais-valias no valor de 5,4 milhões de euros, as quais foram inferiores às obtidas no trimestre comparativo com as transferências dos atletas Manuel
Fernandes, Anderson Cleber e Azar Karadas, que corresponderam a cerca de 11,3 milhões de euros. Os investimentos efectuados na aquisição dos direitos desportivos de novos atletas com o objectivo de reforçar com qualidade o plantel principal originaram o crescimento dos custos, principalmente no que se refere às amortizações com passes de atletas, que sofreram um acréscimo de 31% (o crescimento de 40,3% verificado na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade com passes de atletas também
inclui os custos com os abates do valor líquido dos atletas que rescindiram contrato)”.
Claro que se o SL Benfica for campeão, estes resultados são irrelevantes. Mas, não aumentando as receitas, como é previsível, o SL Benfica está condenado a realizar mais valias com a venda de jogadores no final da época. Cenário que será tanto mais evitável quanto maior e mais certa for a previsão de receitas a encaixar pela participação na Liga dos Campeões e pela possibilidade de assegurar o “naming” do estádio.