SL Benfica

29/04/2008

ORA BOLAS!

Arquivado como: Geral — admin @ 21:11

Se Rui Costa de demarca das anunciadas contratações para a próxima época, se Erikson é de facto uma possibilidade para treinar o SL Benfica, é caso para dizer “Ora bolas”. Ora bolas! Ora bolas!

Nos rumores que já dão chama à próxima época, esperava-se que Rui Costa, na anunciação antecipada da sua condição de futuro Director Desportivo, estivesse, em consonância com o homem que, esperava-se, estivesse a caminho, a planear a próxima época. Pelos vistos, nem Rui Costa está nisso, nem há homem a caminho. Há apena, pelos vistos duas contratações, que só podem ser da responsabilidade de quem tem dado mostras de nada perceber de bola. Ora bolas!

A hipótese Erikson é estapafúrdia e só poderá ser brincadeira.

Seria certamente um treinador bem acolhido, pelos afectos passados. Mas Erikson não seria nunca um treinador motivado. Erikson não tem ideias novas, que é algo que o Benfica precisa. E, sobretudo, Erikson não é um treinador para o futuro. Um treinador para agarrar um projecto a 4 anos. Se viesse arriscar-se-ia a ser outro Camacho.

Erikson está fora do perfil. A não ser que o SL Benfica queira adoptar a estratégia de “um presidente para um ano, um treinador para um ano”.

27/04/2008

COMO UM QUEIJO SUÍÇO

Arquivado como: Geral — admin @ 12:00

Não sei se já deveria ter escrito este post ou se deveria apenas escrevê-lo quando a época realmente acabasse. [Digo realmente porque, para mim, na desilusão que tomou conta dos benfiquistas, já acabou há algum tempo]. Também não sei se o queijo é realmente suíço ou se é mais francês. Mas, o SL Benfica desta época, em várias perspectivas, faz-me lembrar um queijo suiço.

Saboroso, mas cheio de buracos.

Assumo que o queijo é suiço por contraposição ao relógio suíço, aquele objecto que funciona afinadinho, em que os ponteiros se conhecem uns aos outros, em que podemos sempre confiar, que ostentamos com orgulho e que gostamos de mostrar aos amigos. Enfim, o contrário do SL Benfica desta época.

O SL Benfica tem bons jogadores. Tem, por exemplo, o melhor guarda-redes da Liga portuguesa. E tem, na sua primeira época em Portugal, um dos melhores pontas-de-lança. O problema é que entre isso, e havendo mais jogadores de bom nível além de Quim e de Cardozo, há uma manta cheia de buracos a evidenciar uma falta de consistência colectiva. Um desses buracos, independentemente das trocas e das lesões, esteve no eixo da defesa. Edcarlos não é jogador para ter tantos minutos, e só as lesões justificam o tempo que jogou. É mesmo duvidoso que seja jogador para o SL Benfica. Katsouranis, um dos poucos jogadores do SL Benfica que sabe fazer faltas quando é preciso jogou demasiado tempo fora da posição onde, esta época, mais era preciso. Além disso, Katsouranis carrega consigo uma problema: já não quer estar no SL Benfica.

No meio-campo, os buracos do queijo tornaram-se ainda mais evidentes. Petit foi incapaz de cumprir as funções que vinha cumprindo. Sem capacidade de luta, sem recursos para fazer pressão, sem “ratice”, sem ala direito, o meio campo ficou entregue à classe de Rui Costa. Mas, não obstante o génio do maestro, Rui Costa não tem, se lhe faltar (como faltou) quem corra por ele, quem ganhe no corpo-a-corpo, a frescura necessária para levar a bola à frente com a cadência necessária para tornar o SL Benfica sufocante quando é preciso. Se esta época mostra alguma coisa é que, a jogar em casa, o SL Benfica raríssimas vezes foi capaz de sufocar os adversários com aquela pressão que faz a diferença entre ganhar e não ganhar. Mas, reconheça-se, o SL Benfica não tinha jogadores para isso.

É óbvio que esses buracos tornam-e ainda maiores quando faltam coisas fundamentais. E, em termos de gestão desportiva, além de bom senso, não só faltou muita coisa como faltou muita coisa na hora em que mais era necessário. Desse ponto de vista, o SL Benfica vem dando preocupantes mostras de não estar orientado para evitar esses buracos. Pior que isso, parece que a solução que se apresenta é tapar os buracos com palavras ocas.

EM DEBATE: O BENFICA TEM FUTURO?

26/04/2008

SL BENFICA 2 – BELENENSES 0

Arquivado como: Liga 2007-2008 — admin @ 21:23

O SL Benfica ganhou bem ao Belenenses num jogo que tinha tudo para ser difícil. Pelo menos assim o faziam prever as prestações do SL Benfica em casa esta época (onde soma menos vitórias que empates e derrotas) e do Belenenses fora de casa. E o 2-0, ainda que justo, não transmite uma ideia realista das dificuldades que o SL Benfica enfrentou.

O golo de Luisão, com a primeira parte a terminar, aconteceu num momento crucial, retirando à equipa a pressão que, tantas vezes, a tem impedido de chegar à vitória. O grande golo de Cardozo, que mais uma vez marcou um livre de forma irrepreensível e indefensável, permitiu que a equipa se soltasse e que jogadores, até aí escondidos, como Rodriguez (uns furos abaixo), acabassem por aparecer.

Di Maria entrou na hora certa e mostrou que a jogar no meio do terreno, pelo seu repentismo, pela sua capacidade em levar a bola para a frente, colocando-a perto da baliza, onde lhe falta ser um jogador pragmático e clarividente, mas também por cavar faltas ao jeito de Cardozo, é um trunfo que tem de ser capitalizado nessa posição.

A vitória, apesar de necessária, não deixa de ser vista como insuficiente, dado o número de pontos em atraso para o Guimarães, e o facto do Sporting jogar em casa esta jornada. Contudo, para o SL Benfica, neste momento, como deveria ter acontecido em tantos outros ao longo da época, olhar para o lado é irrelevante. Ganhar os dois próximos jogos e esperar um milagre é o que lhe resta. E se o milagre não acontecer pouco se perde, pois independentemente de ficar em segundo, terceiro ou quarto (o que não vai dar ao mesmo), o SL Benfica perdeu uma época e perdeu mesmo mais que isso.

EM DEBATE: O BENFICA TEM FUTURO?

25/04/2008

O FUTURO E O FUTURO DO SL BENFICA

Arquivado como: Geral — admin @ 04:15

Do debate que aqui foi lançado, sobressai a ideia que o SL Benfica tem dois futuros.

Um, curto, incerto e pouco esperançoso do ponto de vista desportivo, mas seguro do ponto de vista da gestão. Esse futuro corresponde ao tempo de permanência de Luís Filipe Vieira na Direcção do clube e da SAD.

Outro, que se espera seja um futuro, provavelmente sem Luís Filipe Vieira, que devolva o SL Benfica à sua grandeza de clube vencedor.

Sobressai também a ideia da falta de sensibilidade de Luís Filipe Vieira para a gestão desportiva, o que leva a crer que, dada a sua teimosia em a reconhecer, a possibilidade de o futuro mais largo do SL Benfica poder beneficiar das qualidades de Luís Filipe Vieira é cada vez mais remota. O tempo e os resultados correm contra Luís Filipe Vieira e muitos exigem eleições antecipadas.

Na sua ambição pouco fundamentada, e sustentada em falsas aptidões em termos de competências desportivas, parece certo que Luís Filipe Vieira prometeu o segundo futuro cedo de mais. E ele, mais que ninguém, é a vítima imediata dessas promessas vãs, dado que, apesar das competências que lhe são reconhecidas, parece que não há lugar para ele no futuro do SL Benfica.

Luís Filipe Vieira, mais que outras questões igualmente relevantes para discutir o futuro do SL Benfica, acabou por ser o fulcro da análise do debate que aqui foi promovido. E isso revela bem, antes de tudo, como passou rapidamente de solução a problema. No futebol, e no SL Benfica ainda mais, perder tem um preço elevado.

EM DEBATE: O BENFICA TEM FUTURO?

24/04/2008

DO GRANDE JOGO À AFLIÇÃO

Arquivado como: Geral — admin @ 23:04

Sou daqueles que, contrariamente às opiniões de uma larguíssima maioria, nunca achou que os 5-3 do Sporting CP – SL Benfica, nas meias-finais da Taça de Portugal, tenha sido um grande jogo. E não é por o SL Benfica ter perdido, depois de ter estado a ganhar por 0-2 ao intervalo, que acho que o jogo, para além da emoção dos golos e da incerteza no resultado, foi apenas pouco mais que mediano.

Viu-o na altura, e vejo-a ainda mais agora, como um jogo entre duas equipas em grande agonia, que a jornada seguinte do campeonato (com o SL Benfica a perder 2-o contra o FC Porto e o Sporting CP a ser goleado pela quase despromovida União de Leira, por 4-1) veio corroborar. SL Benfica e Sporting CP sabem que, com toda a certeza, um deles não irá à Liga dos Campeões, e que, pelo menos um deles, nem sequer terá a oportunidade de disputar a pré-eliminatória de acesso.

A agonia em que acabam a Liga, jogando ambos na próxima jornada contra equipas em boa forma, com legítimas aspirações europeias, coloca SL Benfica e Sporting CP na humilhante posição de olhar para baixo, desejando o menor dos males. Na verdade, para cada um deles, façam os discursos que fizerem, o terceiro lugar na Liga é o objectivo não confesso que lhes permitirá salvar a época.

Mesmo os adeptos do Sporting CP, que se embriagaram com os 5 golos ao SL Benfica, mas que depressa foram confrontados com a ressaca de uma goleada, assim como os mais crentes dos adeptos benfiquistas, vivem a angústia dessa aflição. A questão é que o “grande jogo”, o dos 5-3, só foi grande na exacta medida em que duas equipas sem rumo, afligidas por um hiato superior a 20 pontos para o virtual campeão, e pressionadas por equipas de muito menor dimensão clubística e orçamental, aguardam penosamente o final da época sabendo que, onde quer que cheguem, ficarão sempre demasiado longe de onde, ao início, pensariam estar. E quanto menos jogos faltam, mais parece possivel que elas se distanciem desses objectivos e que alcancem, positiva ou negativamente, resultados improváveis.

EM DEBATE: O BENFICA TEM FUTURO?

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