SL Benfica

31/05/2007

SL BENFICA, FC PORTO E SPORTING CP. PASSIVOS E RESULTADOS LÍQUIDOS.

Arquivado como: Contas, Finanças e Bolsa — admin @ 01:04

Na mesma altura em que vendiam duas das suas jovens promessas ao Manchester United de Cristiano Ronaldo e de Carlos Queirós, Porto e Sporting seguiam o rumo dos prejuízos financeiros.

Vender bons jogadores nunca é uma boa opção desportiva. Mas em Portugal tem sido a única maneira de equilibrar as contas dos clubes. Com os orçamentos que mantêm, dos 3 grandes só o Benfica consegue actualmente gerar receitas que não o colocam dependente da venda de jogadores. Isso é muito bom. É o melhor sinal financeiro para o futuro. Não significa porém que não venha a vender jogadores.

O FC Porto depois de ter resultados líquidos (prejuízos financeiros) negativos na época anterior, e que se vinham já sucedendo, revelou recentemente que esta época ia no mesmo caminho. Em 9 meses os prejuízos aproximaram-se dos 15 milhões de euros. Se não vendesse agora um dos seus melhores jogadores terminaria o exercício com resultados que iam agravar, e muito, o passivo acumulado. No caso do Porto ultrapassam já os 120 milhões de euros. Esta época o FC Porto não terá outra vez resultados negativos de 30 milhões. Mas se não quiser agravar o passivo vai ter de vender mais um bom jogador. Boa viagem.

Ao Sporting CP, com o seu passivo acumulado de cerca de 300 milhões de euros, já não chega vender jogadores. Ainda que conseguisse resultados líquidos positivos, o que não tem sido o caso, nunca seriam suficientes para anular o passivo. Resta-lhe vender o património que tem.

O Benfica, que já teve um passivo semelhante ao do Sporting, tem vindo a diminui-lo, mas é ainda demasiado penoso. Os cerca de 220 milhões são uma quantia excessiva para as receitas que o clube gera e impedem sonhos maiores. Contudo, e isso é de salientar, o Benfica parece ser o único clube, mesmo sem vender jogadores, capz de assegurar resultados líquidos positivos. Mas isso não significa que não venha a vender jogadores, pois no último exercício os resultados foram menos de 3 milhões de euros positivos. O Benfica, para ser competitivo, precisa de aumentar o orçamento. Precisa de diminuir o passivo. E para o diminuir, se não for capaz a curto prazo de dobrar o número de sócios, só lhe resta um caminho. Vender, como tem tentado, o Simão ou o Luisão. Dizer que não precisa de vender é o discurso necessário par mostrar que não está em saldos.

30/05/2007

OS REFORÇOS DO BENFICA

Arquivado como: Reforços — admin @ 21:52

Uma das épocas de boa memória para o Benfica foi, sem dúvida, quando, contratando pouco mais que um jogador deconhecido (Vítor Paneira), se tornou campeão na época seguinte.

Normamente, tende a avaliar-se o reforço das equipas apenas pelo lado das contratações desportivas. É um erro comum alimentado pelos media. E no Benfica, pela sua grandeza, os media insistem ainda mais nesse aspecto. Quando contratou Paneira, mantendo a equipa, o Benfica não ia ser campeão. E foi campeão.

O Benfica de Trapa foi campeão, por factores diversos, incluindo a sorte, sem grandes reforços ou contratações sonantes. Mas reforçou-se bastante bem nos aspectos organizativos e também clínicos. E foi campeão.

Para além destes aspectos menos mediáticos, acontece frequentemente que os verdadeiros reforços vêm das políticas de aquisições e de vendas dos adversários. Neste campo, quando o Benfica insiste que não está vendedor – e não está mesmo (embora possa vir a vender se for muito bom negócio) – é um aspecto muito importante. Pelos resultados financeiros que têm vindo a alcançar, FC Porto e Sporting, mais que o Benfica, terão de reduzir orçamentos e de vender. Os reforços do Benfica estão também neste aspecto. Na pressão que os adversários sentem para vender. Quanto ao resto vamos manter a serenidade e esperar por uma grande contratação. E esperar também que os tubarões europeus não se interessem por nenhum dos nossos jogadores mais influentes ao ponto de perderem a cabeça. E se tiverem de a perder que a percam mesmo.

Já temos muito do que é preciso para sermos campeões. Temos, como o Jesualdo disse, com muita dor de cotovelo, os melhores adeptos do mundo. E vamos ser campeões. Vamos ser nós os campeões.

29/05/2007

AS ACÇÕES DO BENFICA NA BOLSA E O VALOR DE MERCADO DO MAIOR CLUBE PORTUGUÊS

Arquivado como: Contas, Finanças e Bolsa — admin @ 14:35

O Benfica tem vindo a subir de posição no ranking dos clubes mundiais que mais receitas geram. Não será de admirar dada a grandeza do clube. Mas, num país pequeno, com empresas sem grande dimensão e projecção publicitária, é significativo o facto de o Benfica ter dimensão para estar entre os 20 primeiros.

A questão é que o mercado português tem funcionado como um falso mercado, não respeitando o valor real dos clubes. Dois simples exemplos servem para o demonstrar.

A Sport TV dificilmente seria viável no mercado português se não tivesse os jogos do Benfica. Os jogos do Benfica têm, de longe, as maiores assistências (quer passem na TV em canal aberto, em canal fechado ou nos estádios). Mas a Sport TV, decerto para não “ferir susceptibilidades” não paga pelas transmissões em função do valor de mercado. Paga mais ou menos por igual aos grandes. E o Benfica, que entre os grandes é muito maior, por estar numa posição financeira frágil, tem vindo a aceitar essa situação. Logo, numa posição financeira sólida, o Benfica tem uma margem enorme para fazer valer o seu valor de mercado. Mas para isso é preciso criar condições que permitam dizer que não. O Benfica não as tem tido.

A sponsorização, em geral (BES, PT, Açoriana, etc.) não diferenciam nem valorizam o valor de mercado. Se patrocinam um clube por razões comerciais sentem-se obrigados a financiar por igual os 3 grandes, mais uma vez para não “ferir susceptibilidades”. A Caixa Geral de Depósitos financionou o Centro de Estágio do Benfica, mas logo se sentiu obrigada a financiar o futuro pavilhão desportivo do FC Porto.

Onde o valor de mercado se diferencia realmente, e daí a força do Benfica entre os clubes que geram mais lucros, é nas receitas que derivam dos sócios e adeptos: receitas de bilheteira, merchandising, quotizações, etc. E a bolsa? E as acções? Decerto, como já disse aqui, serão menos importantes do ponto de vista das receitas que podem gerar. Mas o valor das acções não deixa de ser um indicador muito importante da saúde financeira do clube e da confiança do mercado. E por isso mesmo, um indicador fundamental para que o Benfica faça valer o seu real valor de mercado. Daí que seja importante que os Benfiquistas se mobilizem para comprar acções, ainda que em pequeno número, sem terem como objectivo a venda das mesmas ou o lucro.

O BENFICA, A TAÇA DA LIGA E A TRADIÇÃO

Arquivado como: Geral — admin @ 01:12

É certo. O Benfica não participará na Taça da Liga. Defendo a opção da Direcção. Sobretudo se for para manter até que o que tem de mudar mude mesmo.

Embora possa parecer estranho, dado ser o clube com mais campeonatos conquistados, o Benfica esteve ausente das primeiras edições da principal prova competitiva nacional. Em 1927, quando a Federação Portuguesa de Futebol efectuou remodelações profundas no formato competitivo, o Benfica iniciou a sua participação de uma forma brilhante, perdendo  com o Belenenses nas meias-finais.  Mas a história dos campeonatos nacionais só começou verdadeiramente quando o Benfica entrou. E para nós começou sobretudo em 1930 com a conquista do primeiro campeonato nacional. Daí para cá foi o que se sabe.

A opção de não participar na Taça da Liga parece-me acertada por várias razões. Para já, a competição não é interessante, nem financeiramente, nem desportivamente. E sem o Benfica não tem qualquer interesse. Marcando uma posição de força, o Benfica marcará a diferença do seu real valor. Mantendo essa posição joga uma cartada forte. Mas se for firme tem fortes possibilidades de poder usar bem este facto para consolidar o cresimento do clube. Quanto mais a Taça da Liga sem o Benfica for um fracasso melhor. Em tempos de vacas magras, com os clubes com plantéis curtos, arrisca-se a ser um fracasso. Por outro lado, o Benfica está em contenção finaceira. Não tem tido um banco que chegue para as provas em que já está envolvido. Ir para a Taça da Liga para fazer número não vale a pena. Até os grandes clubes, como o Chelsea e o Barça, quando querem ir a todas, se dão mal. Ir para a Taça da Liga obriga os clubes a ter um palntel mais numeroso. Num ano em que o Benfica já tem de fazer entrar um número significativo de jogadores e fazer sair outros, estar  a fazer entrar ainda mais jogadores seria um erro estratégico.

28/05/2007

SL BENFICA, POPULAR E PORTUGUÊS

Arquivado como: O voo da Águia — admin @ 12:54

O Benfica tornou-se o maior clube português e mundial por duas razões essenciais.

Não foi apenas por ter ganhado mais títulos e por ter levado o nome de Portugal à Europa e ao mundo. Isso são consequências de duas causas importantes.

O Benfica foi o primeiro clube verdadeiramente popular em Portugal. Esse facto é que explica, entre outras coisas, que o Benfica seja hoje o maior clube do mundo em número de sócios. E nem clubes em países com mais habitantes conseguem esse feito.

O Benfica não se afirmou apenas como popular. Afirmou-se também como a alma de uma Nação. Durante décadas, o Benfica tinha apenas jogadores portugueses nas suas fileiras e a sua chama, abrilhantada pela glória das vitórias, tornou-o grande ao ponto de todos os regimes políticos até hoje se querem sempre aproveitar da amplitude nacional do Benfica. Como alma de uma nação, o Benfica é hoje o espelho de Portugal. Paris ou Joanesburgo, por exemplo, são grandes cidades “portuguesas” e benfiquistas.  Portugal não é só cá dentro. O Benfica também não.

Só somos 6 milhões na cabeça de quem pensa pequeno. Em rigor somos mais. Muito mais. Em 1948 tínhamos 15 mil sócios. Hoje temos 200 mil. Eu também quero chegar aos 500 mil. E, ainda assim, para mim será pouco.

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